Poéticas do Movimento


22/02/2012


 

Fotografia: Gislene Macêdo, fev/2012


Alegoria



Bêbadas gotas salteadas. A lama cobre o manto profano de pés e latas secas, lágrimas atravessadas sem brilho ou dor. Canto torto, banto cervado, ceifado, suado, transbordando amor. Vem amor, que encanto o doce corpo enquanto é hoje. Dia alento, você ao centro e eu, puro momento.



gmm, 22/02/2012

Escrito por Gislene Macêdo às 01h11
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18/02/2012


Traços

Desenho, texto e fotografia, Gislene Macêdo, 02/2012.

Escrito por Gislene Macêdo às 13h06
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Desenho, texto e fotografia, Gislene Macêdo, 02/2012.

Escrito por Gislene Macêdo às 13h03
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quê

 

Desenho, texto e fotografia, Gislene Macêdo, 02/2012

Escrito por Gislene Macêdo às 13h00
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fotodesenhopoemas

 

Desenho, texto e fotografia, Gislene Macêdo, 02/2012

Escrito por Gislene Macêdo às 12h56
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fotopoemasdesenho

 

 

Escrito por Gislene Macêdo às 12h52
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17/02/2012


 

Foto: Gislene Macêdo, Maracatu Solar, jan/2012.

 

meu carnaval desfolha
palavras e silêncios,
madrugadas e formas toscas,
vitrais de conchas e
ventos,
pedaços de nunca mais
melodias doces,
cristais furta cor,
momentos.


gmm, 17/02/2012

Escrito por Gislene Macêdo às 21h40
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19/01/2012


 

O que faz um gato enquanto chove.

[...]

Emudecer resvala.

 

 

gmm, 19/01/2012, vídeo de Gislene Macêdo

Escrito por Gislene Macêdo às 14h59
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11/11/2011


reviravoltas


criar ponto
deixar
contato

criar contato
deixar
ponto


criar
pontos
e contatos


descriar tudo
virar
pedaços

 


gmm, 11/11/2011

Escrito por Gislene Macêdo às 22h23
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07/11/2011


alter

 

 

a voz que

ecoa na tua

nuca é

a tua

cuca

é a tua

pulga

na tua

rua.

 

 

gmm, 06/11/2011

Escrito por Gislene Macêdo às 00h01
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22/09/2011


Na Cidade Sem Carro encontro pessoas de verdade


Sr. Germano. Fotografia de Gislene Macêdo (22/09/2011)

 

 

Sr. Germano. Ciclista. Trabalhador cearense. Morador da Cidade 2000. Conserta fogão. Habitante de Fortaleza. É muito mais avançado em termos de mobilidade humana do que qualquer propietário de veículo automotor. Parece feliz. Quando o cumprimentei, estendeu a mão me desejando bom dia, conversamos na calçada. Ele, todo sorridente, me autorizou a registrar em imagem a sua bicicleta toda paramentada. Gritou por porteiro do prédio da esquina "Vou aparecer na internet!". Demos risada. Contei pra ele que hoje é o Dia Mundial Sem Carro. Ele achou legal, mas engatou a conversa dizendo que ia me dar o número de telefone dele, caso precisasse de consertos no fogão. Fraternalmente nos despedimos sorrindo. Sr Germano é o meu homenageado do dia. Andar a pé tem dessas coisas. Falar com as pessoas desconhecidas pode nos revelar boas supresas e novos encontros. Voltei leve pra casa e registrei mais imagens de ciclistas e do trânsito congestionado de carros. Os que encontrei pelas calçadas no trajeto Praça da Imprensa e Fonseca Lobo pareciam mais reais. Vi crianças indo pra escola. Trabalhadores tomando suco, café, comendo coxinhas e tapiocas que os vendedores ambulantes (de bicicleta) vendem próximo aos pontos de ônibus, tornaram o trajeto mais vivo e humano. Uso a cidade à pé e me fortaleço com o sol na pele. Em casa, falei do Sr Germano pra minha mãe, Zenaide. Ela mais do que depressa disse " Deixe o telefone do Sr Germano em cima da mesa! Quando precisar limpar o fogão vou chamá-lo." Feliz Dia Mundial Na Cidade Sem Meu Carro!



gmm, 22/09/2011

Escrito por Gislene Macêdo às 16h54
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08/09/2011


Antilhas

 

 

Prendo em tudo o que é ficção o desejo prenhe de escapar por dentro da tua ferida. Mesmo que os flancos soltem pelos ares, ao redor do cerco de mel ainda surgem os fios dos teus cabelos finos , sem odor. Indago sobre a meia-noite. Calo. Caso se faça passar por mendigo, aviso logo que os restos de comida viraram poeira e pó, poeira. Pó. Pele lustrada de arroz esvazia pelo vento. Desconcentro. Desse centro as teias veredas esculpiram mel. Não houve tempo de se despedir. Despir à olho nu é apenas uma leve propaganda de suores macios. Há quem fale em arrepios, mas, sinceramente, quem cala nem sempre sente. O anestésico é muito forte, as dores na nuca sobem às avessas, engatilham suaves venezas, sem barco e água ou remos. Oremos. Restam passagens subterrâneas pelas portas risíveis. Tudo muito visto se torna imenso e vasto, empoeirado, aterrado, pronto para escapulir. Pare, por favor, de esculpir seus nomes em pedras que nunca serão lidas! É um apelo inútil. Há os que querem eternizar seus sonhos. Há em algum canto do lado de cá uma pedra torpe que embala meus seios junto ao teu peito em novelo de lã, pele e sol menor.

 

 

gmm, 08/09/2011, 01h39, à céu aberto.

 

Escrito por Gislene Macêdo às 01h47
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25/08/2011


onde mora a falta,

ali está.

onde mora,

falta

esse lugar.



gmm, 25/08/2011

Escrito por Gislene Macêdo às 10h17
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10/08/2011


Talvez sem antes

um dia alcance

aquele fino instante.



gmm, 10/08/2011

Escrito por Gislene Macêdo às 02h05
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09/08/2011


Em fases de luas viradas

quem tem um olho só

é madrugada.

 

 

gmm, 09/08/2011

Escrito por Gislene Macêdo às 22h04
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