Poéticas do Movimento


14/11/2009


a estrada que se ia

parou.

 

gmm, 14/11/09

Escrito por Gislene Macêdo às 11h30
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09/11/2009


 

Sólitas

 

E o que é esse

Emaranhado de

Passagens

Sliding doors

De ombros e olhos

Desencontrados

Estranhos conhecidos

De passos dados

Às vezes

Juntos

Tantas

Separados.

 

 

gmm, in mobilis, out/2009

Escrito por Gislene Macêdo às 15h52
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08/11/2009


 

Incerta

 

 

Quereres

Não sabem

Se querem

Ou

Ferem

 

Sorvem

Carnes

Veias

Volúpia

Meias noites

 

Incertas

Colheitas secas

Pernas

Abertas

Suores

 

Sueños

Palavras chulas

Odores

Olham janelas

Favores

 

Suaves contornos

Sensores

Quereres

Quedam

 

Amores.

 

 

gmm, 08/11/09, 22h18

 

 

Escrito por Gislene Macêdo às 23h20
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Náusea

 

 

Pêndulo

 

Penduricálida

 

Penduliperigo

 

Pendulinose aguda

 

Penduricalhos

 

Pendurados

 

Alhos

 

Bugalhos

 

Pendulivertiginosamente

 

Pelos

 

Poros

 

Pen

 

de

 

       n

te

 

  s.

 

 

 

gmm, 08/11/09

 

Escrito por Gislene Macêdo às 14h36
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Começo

 

 

Em domingos caseiros, casebres enfeitam coloridos os alaridos da manhã.

 

 

gmm, 08/11/09

Escrito por Gislene Macêdo às 11h37
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Aturdida

 

 

Deixe que o sonho se faça nuvem em madrugadas nostálgicas, em glances, relances, entrances. Que revoluções íntimas se reflitam em teu retrato, no remoto controle de saudades sentidas, tímidas, temidas. Entre corredores, vielas, rostos, surpresas, aquelas, aquelas noites e dias descontados do meu tempo. Cata-ventos, cortantes, imagens, miragens, mira, mira, bolantes. E uma criança em meu colo sorri profeta, afaga meu rosto e segreda coisas que não entendo. Não me emendo, não há emendas em tuas fendas, nem deve haver, ou sorver, comer. Que a dias e dias acelero e descubro que é parada na encosta, olhando abismada uma mar qualquer que ondas de amor deságuam à sua porta.

 

 

gmm, 08/11/09, 10h29

Escrito por Gislene Macêdo às 11h32
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03/11/2009


Orientação

 

 

Recebeu-me molhada,

Manhada,

Cinza.

 

Seus mares,

Réstia de promessas,

Cantos tristes,

N’alguma longe

Nostalgia

 

Molhada.

Não muito.

Mais um suor de água fina,

Chuva mansa,

Pequena.

 

Ruas estreitas.

Silêncios.

Casas vazias.

E eu ali,

Situando,

Assuntando,

Escutando.

 

Cadê você e

Eu no vão desses corredores

Corredeiros?

Cadê vocês criolos

Meninos

Ventos insanos

Nordestes?

 

Estou aqui sem bússola.

Olho sul,

Oeste,

Costa azul,

Agreste.

Agreste?

 

Foi esse,

Esse mesmo.

Foi esse,

Deus

quem me deu?

 

gmm, 31/10/09

Escrito por Gislene Macêdo às 16h10
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01/11/2009


Na linha do que não são minhas, compartilho essa linda canção do Lenine. Espero que gostem...

 

 

Escrito por Gislene Macêdo às 03h01
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20/10/2009


Imensidão (Flávia Wenceslau)

Escrito por Gislene Macêdo às 02h24
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Um dia me chegou pelas mão de um amigo as músicas de Flávia Wenceslau, compositora paraibana, lindas letras, voz forte e doce ao mesmo tempo.

Compartilho aqui a letra de uma de suas canções. Infelizmente, não consegui descobrir o nome da música. Procurem ouvir no youtube. Vale mesmo!

 

Um dia a gente aprende

Que nem tudo era verdade

E a gente sente

Que o que traz felicidade

É claro e não mente

Nem aponta ter maldade

Um fruto dormente

 

Um dia a gente vê

Com os olhos do coração

E a gente lê

Na palma da própria mão

Que aprender

É bem mais que a decisão

De não sofrer

 

Um dia, uma dia, um dia

A gente vê

Um dia, uma dia, um dia

A gente vê

 

Um dia a gente percebe

Que já sabe se vai ou não

Sorrir sozinho

Sem mesmo ter uma razão

Pelo caminho

Se agora é botão de flor

Já foi espinho

 

Um dia, uma dia, um dia

Passarinho

Um dia, uma dia, um dia

Passarinho

 

Um dia, uma dia, um dia

Passarinho

Um dia, uma dia, um dia

Passarinho

 

Flávia Wenceslau

Escrito por Gislene Macêdo às 01h56
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16/10/2009


Banalidades à parte

Tua voz em meu terreiro

Retumbou magias

Pelos quatro cantos do infinito

 

gmm, 16/10/2009, 14h32

Escrito por Gislene Macêdo às 14h32
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13/10/2009


Uma voz de mulher ao telefone

Um "você" sem rosto, sem nome

Mitigadas palavrinhas

Desculpas, meu bem

Desculpas.

 

gmm, 12/10/09, 22h30

Escrito por Gislene Macêdo às 19h41
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Olha, olha o movimento daquele carro!

Parado,

Ronda lembranças das paisagens do tempo.

 

gmm, 12/10/09, 22h20

Escrito por Gislene Macêdo às 19h39
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Quem te disse que meu tempo é esse?

Quando atravessei aquela porta,

Mergulhei no ínfimo (infinito) dos quartos de hora

Só para ver esse cordão quebrar.

 

 

gmm, 12/10/09, 22h15

Escrito por Gislene Macêdo às 19h37
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Redemoinho.

Roda moinho.

Corta.

 

12/10/09, 22h12

Escrito por Gislene Macêdo às 19h34
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