a estrada que se ia
parou.
gmm, 14/11/09
a estrada que se ia
parou.
gmm, 14/11/09

Sólitas
E o que é esse
Emaranhado de
Passagens
Sliding doors
De ombros e olhos
Desencontrados
Estranhos conhecidos
De passos dados
Às vezes
Juntos
Tantas
Separados.
gmm, in mobilis, out/2009

Incerta
Quereres
Não sabem
Se querem
Ou
Ferem
Sorvem
Carnes
Veias
Volúpia
Meias noites
Incertas
Colheitas secas
Pernas
Abertas
Suores
Sueños
Palavras chulas
Odores
Olham janelas
Favores
Suaves contornos
Sensores
Quereres
Quedam
Amores.
gmm, 08/11/09, 22h18
Náusea
Pêndulo
Penduricálida
Penduliperigo
Pendulinose aguda
Penduricalhos
Pendurados
Alhos
Bugalhos
Pendulivertiginosamente
Pelos
Poros
Pen
de
n
te
s.
gmm, 08/11/09
Começo
Em domingos caseiros, casebres enfeitam coloridos os alaridos da manhã.
gmm, 08/11/09
Aturdida
Deixe que o sonho se faça nuvem em madrugadas nostálgicas, em glances, relances, entrances. Que revoluções íntimas se reflitam em teu retrato, no remoto controle de saudades sentidas, tímidas, temidas. Entre corredores, vielas, rostos, surpresas, aquelas, aquelas noites e dias descontados do meu tempo. Cata-ventos, cortantes, imagens, miragens, mira, mira, bolantes. E uma criança em meu colo sorri profeta, afaga meu rosto e segreda coisas que não entendo. Não me emendo, não há emendas em tuas fendas, nem deve haver, ou sorver, comer. Que a dias e dias acelero e descubro que é parada na encosta, olhando abismada uma mar qualquer que ondas de amor deságuam à sua porta.
gmm, 08/11/09, 10h29
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